quarta-feira, 29 de setembro de 2010

É bom ser criança


É bom ser criança,

Ter de todos atenção.

Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.

É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.

(Toquinho)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Na fazendinha

Ótima diversão para a criançada: passar a tarde num clima "vida no campo". Essa é a Maplewood Farm, mas sei que tem umas bem bacanas no Brasil também.












terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aquecedor

Quando criança, adorava dormir com mamãe.
Lembro-me que nos dias de frio, aninhava-me junto do seu corpo, e colocava minhas pequeninas pernas no meio das suas coxas. Aquecida, um sonho bom logo me envolvia. E ali encontrava aconchego e uma tranquilidade imensa que guardo até hoje.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

De saída





- camisa Old Navy
- blusa Marisa
- calça Cherokee
- t&enis All Star
- colar
Claire's

Quem se lembra?

Da minha épica são postagens de lembranças da minha infância. Épica e não época, porque a Aimê sempre pergunta: Mãe...tinha isso na sua épica?

domingo, 19 de setembro de 2010

Papo sério

A escola do meu filho exige a leitura de ao menos 1 livro por dia. Nós recebemos um papel em que temos que notificar o nome do livro, tempo de leitura e data.
Motivada por saber mais do que as razões óbvias para a leitura diária, comecei a fazer uma pesquisa pela Internet. Encontrei essa matéria "fresquinha" e achei oportuno compartilhar aqui no blog.

Livros levam mais longe
Estudo internacional analisa a relação entre leitura e escolaridade em 27 países. O resultado indica: quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade tenderá a ter a criança que nela crescer.

Segundo o estudo mundial, crianças que crescem com 500 ou mais livros em casa têm em média sete anos de escolaridade a mais do que as criadas longe das bibliotecas
Crianças que crescem rodeadas por livros podem ter até três anos a mais de escolaridade, independentemente da formação ou ocupação de seus pais. Esse foi o resultado apontado pelo maior estudo já feito sobre a relação entre os livros no ambiente doméstico e a educação escolar.
O artigo, publicado na revista Research in Social Stratification and Mobility, mostra que pessoas que cresceram em casas com até 500 livros têm 33% a mais de chance de concluir o ensino fundamental e 19% de se graduar numa universidade. Para chegar a esses números, pesquisadores americanos ouviram mais de 70 mil pessoas em países como China, Rússia, França, Portugal, Chile e África do Sul.
“Fazer as famílias lerem mais pode trazer recompensas substanciais para a educação mundial”
Liderados por Mariah Evans, da Universidade de Nevada, eles defendem que o atual modelo de educação buscar uma cultura erudita, baseada no estímulo à leitura. “Uma das conclusões mais importantes é que fazer as famílias lerem mais pode trazer recompensas substanciais para a educação mundial”, diz a socióloga à CH On-line.
A partir da pesquisa, eles defendem que políticas de estado sejam desenvolvidas para incentivar a educação.
A proposta é que se meça a quantidade de livros em cada casa de família e, de acordo com o resultado, o governo providencie mais exemplares para onde houver poucos. No trabalho, a socióloga argumenta que tal medida seria eficaz até mesmo para o desenvolvimento educacional e econômico de algumas comunidades rurais.

Aproximadamente quantos livros existiam na sua casa quando você tinha 14 anos?"A pergunta foi feita às 70 mil pessoas que participaram da pesquisa.

Cada livro conta

Para observar os diferentes hábitos pelo mundo, o estudo ouviu pessoas em 27 países. Naqueles onde as diferenças entre classes sociais e a segregação eram muito fortes, como África do Sul e China, os pesquisadores separaram os dados de acordo com os grupos, analisando separadamente as diferentes camadas de cada sociedade.
“Aproximadamente quantos livros existiam na sua casa quando você tinha 14 anos?” Essa era a pergunta feita a cada entrevistado. Os que cresceram sem nenhum livro por perto atingiram, em média, sete anos de estudo.
Os que cresceram sem nenhum livro por perto atingiram, em média, sete anos de estudo
Aqueles com mais ou menos 12 livros em casa completaram onze anos de escolaridade – indicando que mesmo uma quantidade pequena de títulos já faz diferença. Já os que vieram de famílias letradas, com cerca de 500 livros nas estantes, registraram uma média de 14 anos de estudo, tempo padrão de um estudante universitário nos Estados Unidos.
O estudo mostrou ainda que, do ponto de vista do impacto sobre a escolaridade dos filhos, a diferença entre uma família sem livros e outra com 500 livros é praticamente a mesma que ocorre entre famílias de pais pouco letrados (com até três anos de estudo) e de pais com diploma universitário.
Ou seja, o bônus de escolaridade de uma criança criada por pais com o terceiro grau completo é o mesmo de outra que cresceu rodeada de livros – cujos pais podem ser mais escolarizados ou não. Apenas 3% daqueles que não cresceram com livros conseguem entrar na universidade, enquanto 13% dos que têm essa cultura em casa atingem o terceiro grau.
Em países marcados por um sistemas de repressão, como China e a África do Sul do apartheid, verificou-se que o costume de leitura era maior. Os autores sugerem uma razão para tal: o livro poderia ser visto como uma alternativa à repressão que os indivíduos sofriam.

Piso para a leitura: pesquisadores defendem que governos ajam para garantir um mínimo de livros em casas de famílias

De geração para geração

Além de proporcionar mais conhecimento, uma grande biblioteca em casa indica que os integrantes da família podem ter ligação mais forte e maior capacidade para discussões intelectuais.
Filhos levarão o hábito para suas casas e será formado um ciclo baseado numa cultura letrada
Uma cultura mais formal e erudita, caracterizada pela presença de livros, é capaz também de aumentar o interesse dos filhos pela educação em longo prazo. Sucessivamente, esses filhos levarão esse hábito para suas casas e será formado um ciclo baseado numa cultura letrada.
Os responsáveis pelo estudo garantem que uma vida cheia de livros fornece habilidades essenciais ao desempenho escolar e profissional das crianças: vocabulário, informação, imaginação, familiaridade com a boa escrita e raciocínio lógico.
Quanto aos avanços tecnológicos e ao surgimento de livros virtuais, Mariah Evans responde que o importante é o conteúdo, e não o formato. “Só poderemos saber ao certo quando a geração da internet crescer, mas o importante é facilitar o acesso aos livros”, defende a socióloga.
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Larissa Rangel
- Ciência Hoje On-line 20/07/2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Oi... Tum-tum bate coração!




Alice no país dos cupcakes

Heather e Lori eram melhores amigas. Cresceram juntas. Dividiram sonhos. Certo dia, ao se reencontrarem, resolveram tornar real o sonho antigo. E não é que deu mais que certo?
Essa lojinha é um mimo. E apetitosa para pequenos e grandinhos! Quem entra sai viciado. Ou se deslumbra com os detalhes, como eu.
Saboreie. E se quiser saber mais, entre aqui.











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** Do lado de cá são postagens que mostram lugares e novidades de onde moramos, Vancouver.

ESCOLHAS

Ou isto ou aquilo

Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

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Ou isto ou aquilo
, Editora Nova Fronteira, 1990 - Rio de Janeiro, Brasil

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Hoje Vou Assim Kids

Hoje Vou Assim Kids teve como referência o ótimo blog Hoje Vou Assim, da Cris Guerra.
Mas preferi não dar exclusividade ao assunto, apesar de ser a ideia inicial.
Cris Guerra tem inspirado centenas de mulheres: como coordenar peças, misturar cores e estampas, reciclar.
A Aimê cria alguns looks; outros eu mesma e às vezes compomos juntas.
A intenção é brincar de moda... já que brincar é o que eles mais gostam de fazer. E se por um acaso inspirar, melhor ainda.

E hoje ela foi assim:




- blusa Old Navy

- calça 1+1

- sapatilha Zara

Preferências

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hoje vou assim kids



- cardigã Greendog

- calça
1+1

- bota
Pampili

- bolsa
Hello Kitty

CAIXINHA DE FÓSFOROS

Tem um livro que descobri há bem pouco: "Natal com Lua Cheia, Chuva Miúda e Cheiro de Jasmim", de Sonia Robato.
Estava empoeirado num canto qualquer na casa da mãe do meu marido. Encontrei-o assim, sem querer. E sem querer ficou guardado mais um tempo, até que resolvi sentir suas páginas. Meu primeiro impulso foi cheirá-lo. Adoro cheiro de livros: novos, velhos, usados, guardados.
Depois decidi ler.
E desandei a chorar.
Do começo ao fim.
E todas as vezes que releio.
De saudade, de suave alegria.
Porque encontrei em suas palavras uma magia tão escondida em mim. Um mundo tão distante. Cheiros tão meus, postos ali, em palavras de alguém. Alguém que parecia eu mesma.

"De todas lembranças de menina, a mais viva está guardada nessa caixinha de fósforos."
O livro começa assim. E esse blog também...

CAIXINHA DE DESCOBERTAS E MEMÓRIAS

Meus filhos trouxeram-me de volta para esse mundo de encantamento e graciosidade. E resolvi fincar meus pés por aqui e viver com jeito de criança. Quanta espontaneidade perdi ao tornar-me mais e mais adulta a cada dia?
Caixinha de Fósforos é uma vontade de ser criança de novo. Ser simples. Ingênuo. É uma caixa de descobertas e memórias.
Tem de tudo que gosto, mas nesse deslumbrante universo infantil. Poesia, música, moda. E tudo que der vontade. Que nem brincadeira de criança. Despreocupada, feliz, leve e solta.