Dia molhado combinava com bolinho-de-chuva. Uma xícara de chá quente. Histórias antigas para nos aquecer.
Aquele estar junto para nada, para estar junto apenas. Sem pressa, sem medo de ver o tempo passar. Sem imaginar que um segundo depois, seríamos adultos, e os melhores momentos, haviam se tornado apenas um longo suspiro em nossas memórias.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Transição
Eu tinha apenas 13 anos.
Um de meus irmãos chamou-me para darmos uma volta de carro. Precisávamos conversar.
O caminho era ladeado por muitas árvores, e os raios do Sol esforçavam-se por penetrar. Era uma tarde sombria em meus pensamentos.
Havia um tom preocupado em sua voz, mas delicadeza em suas palavras. E uma vontade de não ferir. Mas era inevitável.
Senti meu corpo esquentar. A paisagem rodopiava. Um cheiro de ausência disseminou-se pelo ar.
Naquela tarde, guardada nos escombros das minhas memórias, descobri quão frágil e indefesos nos sentimos ao perder um pai.
E talvez tenha sido ali, dilacerada pela dor da morte, que tenha deixado de ser criança...
Um de meus irmãos chamou-me para darmos uma volta de carro. Precisávamos conversar.
O caminho era ladeado por muitas árvores, e os raios do Sol esforçavam-se por penetrar. Era uma tarde sombria em meus pensamentos.
Havia um tom preocupado em sua voz, mas delicadeza em suas palavras. E uma vontade de não ferir. Mas era inevitável.
Senti meu corpo esquentar. A paisagem rodopiava. Um cheiro de ausência disseminou-se pelo ar.
Naquela tarde, guardada nos escombros das minhas memórias, descobri quão frágil e indefesos nos sentimos ao perder um pai.
E talvez tenha sido ali, dilacerada pela dor da morte, que tenha deixado de ser criança...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Despertar

O Sol manso da manhã com cheiro de café fresco. Um sorriso inteiro na porta do meu quarto:
- Levanta menina, põe a roupa que já é tua hora. Não se atrase para a escola.
Na mesa da cozinha, o leite quente, o pão e uma conversa rápida. Nos despedíamos ligeiras. Abraço apertado.
E eu ia embora cheia de sono, mas com aquela sensação de que o mundo é belo, simples e bom.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Aquecedor
Quando criança, adorava dormir com mamãe.
Lembro-me que nos dias de frio, aninhava-me junto do seu corpo, e colocava minhas pequeninas pernas no meio das suas coxas. Aquecida, um sonho bom logo me envolvia. E ali encontrava aconchego e uma tranquilidade imensa que guardo até hoje.
Lembro-me que nos dias de frio, aninhava-me junto do seu corpo, e colocava minhas pequeninas pernas no meio das suas coxas. Aquecida, um sonho bom logo me envolvia. E ali encontrava aconchego e uma tranquilidade imensa que guardo até hoje.
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