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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Caixinhas vazias

Algumas caixinhas ficaram vazias.
São situações não vividas, algumas oportunidades perdidas, palavras não ditas.
Mas elas são importantes. Ensinaram-me que momentos e tempo não devem ser desperdiçados. Relacionamentos não devem ser evitados. Palavras não devem ser guardadas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Minha menina


Ah! Essa menina sapeca, desliza pela casa como bailarina, sorri como estrela, percorre o quarto com piruetas.
Quando nasceu, vi apenas pretos cabelos e sua boca vermelha. Enfeitiçou-me. Ali, ainda nas dores de sua chegada, na emoção da nova vida, despertou todos meus sentidos para contemplá-la. Meu novo amor. Foi assim que a chamei.
E agora, minha princesa, 5 anos com jeito de menina levada. Gosta de cantar a vida em melodias improvisadas. Gosta de dormir abraçada. Magoa-se com a brutalidade. Porque é delicadeza. De alma pura e ingênua. Meu novo e grande amor.
Hoje, brindo seu dia. Com amor de mãe, infinito...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dezembro

Nessa época do ano, começo a abrir minhas caixinhas de memórias, uma a uma, e a saboreá-las vagarosamente.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eles ( ou ele e ela)


Quanto mais observo, mais a mim mesma enxergo
Meus filhos
Extensão minha
Autênticos
Semelhantes.
Como 1+1 gera imensidão?
Um vasto e amplo universo
Igual e diferente, fortemente
Oposto, sinônimo e alguns antônimos
Seres complexos
Simples, sim?
Avesso, frente-e-verso
Sem meus trecos e jeitos
Com um pouco de mim,
Frágeis
Corajosos
Eles mesmos
Com um pouco dele, é claro.
E muito de nós dois
E mesmo assim,
Singulares.

sábado, 13 de novembro de 2010

Rio

Brasil sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, motivos suficientes para se tornar tendência. Não é à toa, em minha opinião, que Rio foi produzido.
O filme, dirigido pelo condecorado Carlos Saldanha, mostra a história de uma Arara Azul, e suas aventuras pelo Rio de Janeiro. Sua estreia será no dia 08 de abril de 2011 nos Estados Unidos.


Ser criança

Ser criança é tão bom, como dizia Toquinho.

Eu podia brincar até cansar, chorar para não parar,
e ainda querer mais.

Podia comer porcaria sem medo de engordar

Combinar as roupas do que jeito que quisesse, sem parecer ridícula

Cantar alto sem parecer louca

Andar pelada sem assustar!!!

Ah, eu podia fazer manha e birra quando contrariada

Chorar quando perdia

Repetir comida e me lambuzar

Podia assumir meu medo do escuro, ou medo de outra coisa qualquer

Pedir colo quando cansava de andar

Esquecer das horas, ou nem saber que horas eram

Não saber que dia era

Não saber de nada além de brincar.

Hoje eu me pergunto: quando foi que desaprendi a ser criança, a ter sempre um sorriso e um pouco de esperança? Não sei, não sei. Ando a procura, e quem sabe um dia esbarre na menina que fugiu de mim...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pequenos prazeres

Ser autêntico!


Abraçar.


Apreciar.


Ficar juntinho.


Improvisar...


Sentir.


Observar...


Colher flores.

Imitar.


Vencer o medo e aproveitar!


Refrescar.


Cuidar.


Tem coisa melhor?


Lambuzar.


Dar um tempo.


Pegar uma carona.


Ser surpreendido.


Descobrir novas dimensões.


Interagir.


Descobrir novos mundos sem mover os pés.


Perceber como a areia acalma.


Lembrar que para brincadeira não há idade.

sábado, 16 de outubro de 2010

Carta para minha mãe

Mamãe
Tentei não lembrar, não pensar nessa data.
Mas logo que acordei, recordações doces saltaram em minha mente.
Quisera eu tê-la aqui para apreciar e deslumbrar-se com o que vejo agora.
Como seria lindo vê-la com meus filhos, Enzo e Aimê. Eles são seres incríveis. Tenho certeza do quanto vocês se divertiriam juntos. Descobririam esse novo mundo. Desfrutariam das coisas simples da vida, como você me ensinou.
São 10 anos mamãe! O tempo voou. Já tentei mandar uns recados "por Deus", mas não sei se eles chegaram até você.
Queria que você soubesse que estou bem. Alguns momentos foram muitos difíceis depois de sua partida. Mas os enfrentei com a mesma coragem que a vi demonstrar pela vida. Muitos momentos choro sozinha imaginando estar em seu colo. Em outros alinho minha mente aos pensamentos que você insistentemente tentou incutir em mim. Eu os guardo, cultivo e planto nos pequenos corações de meus filhos.
Tenho uma família linda. Um marido companheiro, amigo, leal. Você estava certa: ele era a pessoa com quem eu me casaria. E sim, ele continua lindo.
Moro longe de nossa casa. Mas mantenho vivas as memórias do meu passado. Resolvi explorar o mundo, e tenho certeza que você adoraria fazê-lo comigo. Aqui as ruas são cobertas por árvores. Os jardins nos fazem suspirar. Você ficaria apaixonada pelas cores, formas e cheiros.
E eu? Tornei-me uma boa dona-de-casa; você não acreditaria. Minha comida desperta elogios, mas está longe de ser saborosa como a sua. Tenho em você a melhor inspiração para ser uma mãe dedicada. Tenho tentado. Quando fraquejo, resgato momentos vividos ao seu lado, para ter a atitude correta, a palavra meiga. Continuo firme em minha relação com Deus. Depois de sua morte, passei alguns anos com uma revolta que secava minha alma. Mas, gentilmente Deus tratou das minhas dores. Trouxe-me alento.
Não sei mamãe, se nessa imensidão daquilo que se chama vida, há algum tipo de dimensão desconhecida que levará minha voz através dos ventos e tempestades. Porque minhas palavras vão com essa intensidade. Saem de mim num sopro desesperado.
Eu a amo da mesma forma. Não mudou, não enfranqueceu, não diluiu-se. Você está viva em mim. Em meu comportamento. Intensões. Trejeitos. Olhares. Está viva em quem sou. Por isso é penosa sua ausência. Conviver com tudo que é de sua existência, embora sem tê-la.
Escrevo com muito amor e saudade, minha querida.
Lara


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Thanksgiving


Nesse Thanksgiving, posso apenas agradecer, por essas pessoinhas lindas que Deus me deu.
Pela possibilidade maravilhosa de ser mãe.
E porque eles me ensinaram uma nova forma de amor.
Ilimitado, incondicional e eterno.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Como uma criança

Essa semana fui tomada por um medo imenso. Pavor mesmo! Medo tolo, irracional.
Daqueles que colam na mente e nos perseguem por onde formos. Fui ao banheiro...e ali estava ele. Fui fazer compras... e o carreguei no carrinho. Fui buscar as crianças na escola... e ele resolveu ir comigo.
De repente, dei-me conta de que estava como uma criança. Paranóica. Com um medo descabido, incoerente, desnecessário.
Só acalmei-me quando fui acolhida por aqueles bracinhos frágeis acostumados a pedir socorro. E nesse doce amparo, meu medo aquietou-se.